O Projeto Museu Insulano
e o Museu da Ilha do Governador
Logo antiga
(2023-2025)


Logo atual (2025)
O Projeto Museu Insulano foi fundado em 17 de Maio de 2023 com o intuito de mobilizar a institucionalização do Museu da Ilha do Governador (MIG), no Município do Rio de Janeiro, e tem como eixos norteadores a construção coletiva de um espaço de memória vivo e presente, tendo papel social, cultural e educacional para toda a comunidade insulana e visitante. O Projeto Museu Insulano atuou também na guarda e inventário do acervo histórico e memorialístico do Centro de Referência Histórica da Ilha do Governador (CRHIG). O projeto é vinculado ao Movimento Baía Viva e ao Projeto Rolé da Ilha, e é membro ativo da Rede de Museologia Social do Rio de Janeiro (Remus-RJ). A partir de março de 2026, com as mentorias do Programa de Aceleração: Caminhos Criativos (2026), o Projeto Museu Insulano assumiu definitivamente a alcunha como Museu da Ilha do Governador.
O Museu da Ilha do Governador
e o Movimento Baía Viva

O Museu da Ilha do Governador (MIG) atua formalmente desde dezembro de 2025 como um projeto social, cultural e voluntário realizado em parceria com o Movimento Baía Viva para o desenvolvimento de um museu local e comunitário na Ilha do Governador, na cidade do Rio de Janeiro (RJ). Vem desde 1963 a luta dos insulanos pela criação de um Museu na Ilha do Governador, inicialmente mobilizado por meio da atuação da historiadora Cybelle de Ipanema e outros agentes culturais locais, com propostas nos anos 1980 através de uma mobilização comunitária por sua implantação na Fazenda do Cabaceiro, no bairro da Ribeira, em 1992 no imóvel do atual CAPSi Guttman Bicho, no bairro da Freguesia, e em 2023 na Antiga Garagem de Bondes da Ilha do Governador no bairro do Cocotá. A partir de 2023 o Projeto Museu Insulano em parceria com o Movimento Baía Viva vieram reforçar a luta museal da Ilha do Governador.
Em janeiro de 2024, quando o acervo histórico e memorialístico do Centro de Referência Histórica da Ilha do Governador (CRHIG) passou pelo seu processo de despejo da Biblioteca Municipal Euclides da Cunha, que teve sua gestão privatizada para a Fecomércio/SESC pelo programa Bibliotecas do Amanhã, a mobilização destes coletivos foi fundamental para a preservação do material e abertura de canal de diálogo da sociedade civil com o poder público, tendo o Movimento Baía Viva recebido a guarda do acervo memorialístico do CRHIG em 23 de janeiro de 2024 para que fosse destinado ao futuro Museu da Ilha do Governador. Essa mobilização de moradores/as, pesquisadores e ecologistas, em diálogo com o poder público municipal, foi fundamental para a transferência do acervo para uma sala na Subprefeitura das Ilhas do Município do Rio de Janeiro onde este material tá sendo catalogado e organizado por um grupo de voluntários.
O Movimento Baia Viva tem origem na década de 1980, como “Coletivo das Águas – S.O.S Baía de Guanabara” (1984) e é uma organização de caráter socioambiental, cultural e pluriétnico com atuação há 41 anos na defesa da saúde ambiental dos ecossistemas das baías fluminenses (Guanabara, Sepetiba e da Ilha Grande), bioma Mata Atlântica, Rio Paraíba do Sul e pelo reconhecimento dos direitos territoriais dos Povos e Comunidades Tradicionais.
Para mais informações sobre o Movimento Baía Viva, clique aqui.
Diretrizes do museu
Missão
Mobilizar a instituição de um museu comunitário da Ilha do Governador/RJ; Preservar, pesquisar, divulgar e valorizar a memória e o patrimônio histórico-cultural material e imaterial das diversas comunidades da Ilha do Governador/RJ.
Visão
Ser uma referência local na valorização e preservação do patrimônio cultural, história e memória local da Ilha do Governador/RJ e suas diversas comunidades, organizando o movimento em defesa de um equipamento museológico para o território.
Valores
Acolhimento à diversidade; Preservação do patrimônio material e imaterial; Preservação das memórias coletivas locais; Sustentabilidade socioambiental; Comprometimento com a população local.
A identidade visual do museu
Com o fortalecimento do projeto e o com o objetivo de oficializar um espaço de cultura e conhecimento local, o Museu da Ilha do Governador, viu a necessidade de possuir uma identidade visual própria para representar essa nova fase institucional. Os objetivos foram realizar uma logo acessível, artística, moderna, persistente e sonhadora. As cores seguem o padrão da Ilha do Governador: azul, branco e vermelho. Foi adicionado um tom extra de azul para diferenciar a paleta de combinações já conhecidas, como a estadunidense. Incorporando o conceito visual cambiante à marca, o ícone do gato-maracajá foi escolhido para representar essa ideia, ganhando diferentes “pelagens” que reforçam sua versatilidade e caráter vivo. A identidade visual foi desenvolvida em 2025 pelo designer gráfico Marcelo Pilling (@marcelo.pilling).

Pelagem Insulana
Detalhes
A Pelagem Insulana é a principal padronagem da identidade visual do Museu da Ilha do Governador, com a fluidez das ondas que cercam a Ilha formando um mosaico em tons de azul e vermelho, cores oficiais do Município do Rio de Janeiro e de instituições insulanas como o GRES União da Ilha do Governador. Junto a ilustração da Pedra da Onça, esse padrão busca o equilíbrio entre dinamismo e seriedade para a logo.
Os principais objetivos da identidade da logo do Museu da Ilha do Governador foram torná-la acessível, artística, moderna, persistente e sonhadora.

Pelagem Ecológica
Detalhes
A Pelagem Ecológica faz referência a fauna, flora e a luta socioambiental insulana, que sofre crescentemente com o avanço da poluição nos ecossistemas da Baía de Guanabara e entorno e a perda de áreas verdes para a especulação imobiliária e o desordenamento urbano. Tem como cores o amarelo e laranja referentes a fauna insulana na figura do gato-maracajá e o verde referente a flora insulana e suas matas preservadas.
A padronagem foi inspirada na pelagem do gato-maracajá (Leopardus wiedii wiedii), nativo, porém hoje extinto da Ilha do Governador.

Pelagem Brasileira
Detalhes
A Pelagem Brasileira faz referência a todo o povo brasileiro, com as clássicas cores verde, amarelo e azul. Nos inspira a epígrafe de Cybelle de Ipanema em “História da Ilha do Governador” atribuída a Pedro Calmon: “A história da Ilha do Governador, nesta Baía de Guanabara, aparentemente de restrito interesse, na verdade tem com a do país a relação vital que une ao tronco e à folhagem o filamento metido na terra fértil”.
Será utilizada em eventos cívicos tradicionais insulanos, como os desfiles cívico-militares no Aterro do Cocotá e em datas comemorativas.

Pelagem Samakaka
Detalhes
A Pelagem Samakaka faz referência a cultura e história afro-brasileira e insulana, com a padronagem bantu do tecido angolano Samakaka com as cores da bandeira internacional pan-africana: o verde ligado a natureza e a esperança, o preto ao povo africano e diaspórico na luta contra o racismo, o amarelo as riquezas africanas e a luz da sabedoria, e o vermelho do sangue derramado que jamais deve ser esquecido.
Foi orientado pela artista e professora Janaína Theberge em apoio a luta pelo Museu da Ilha do Governador.

Pelagem Originária
Detalhes
A Pelagem Originária faz referência a cultura e história indígena brasileira, em especial da etnia Maracajá-Temiminó de Paranapuã, nossa Ilha. Tem como referência o grafismo da Colmeia Potiguara, simbolizando a união, cooperação e coletividade. As cores preto e vermelha vem do uso do jenipapo e urucum, nativos da ilha e símbolos da conexão com a terra e sua energia, o sangue e força guerreira, e a ancestralidade indígena.
O grafismo foi escolhido como homenagem ao ecologista Sérgio Ricardo Potiguara, liderança socioambiental indígena e da luta pelo Museu da Ilha.

Pelagem Azulejos
Detalhes
A Pelagem Azulejos faz referência a cultura e história portuguesa e a arquitetura colonial da Ilha do Governador, presente hoje em alguns prédios históricos insulanos. A azulejaria portuguesa foi amplamente utilizada na arquitetura carioca para fins estéticos, com padrões simples em azul e branco ou formando mosaicos complexos em igrejas, palacetes e sobrados insulanos.
Tem inspiração na azulejaria portuguesa comum em sobrados da Ilha do Governador e pontos como o Parque da Bica.

Pelagem Confete
Detalhes
A Pelagem Confete será utilizada sazonalmente em períodos festivos anuais diversos como o Carnaval.

Pelagem Caipira
Detalhes
A Pelagem Caipira será utilizada sazonalmente em períodos festivos juninos e julinos.

Pelagem Boas Festas
Detalhes
A Pelagem Boas Festas será utilizada sazonalmente em períodos festivos de dezembro como o Natal e o Ano Novo.
Membros do Museu da Ilha do Governador
Coordenação
- Caio Tenório Freire
- Deolinda Maria Melo de Avelar
- Jaime Gonçalves de Moraes Filho
- Juberto de Oliveira Santos
- Sérgio Ricardo de Lima